Polícia Civil preside curso para estimular a humanização no atendimento na Segurança Pública em Santarém

 

Beto Paes palestra no cursoA Polícia Civil, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e Fundação Propaz realizaram, nesta quarta-feira, 26, em Santarém, oeste paraense, um curso de capacitação visando qualificar os agentes de Segurança Pública para prestar atendimento cada vez mais humanizado às pessoas em situação de vulnerabilidade na região. O encontro foi realizado na sede da Faculdade Integrada do Tapajós (FIT) e reuniu cerca de 50 profissionais, entre policiais civis, policiais militares, conselheiros tutelares, bombeiros, assistentes sociais e outros servidores da Segurança Pública. A proposta do curso foi aperfeiçoar e qualificar os profissionais que atuam na área de Segurança Pública a prestar um atendimento mais digno às pessoas em situação de vulnerabilidade, como mulheres, crianças, adolescentes, idosos e a população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Transgêneros).

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A coordenação do curso foi da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV), unidade da Polícia Civil, em parceria com a Sejudh e Fundação Pro Paz. O curso contou com a palestra inicial da delegada Aline Boaventura, titular da DAV, sobre o atendimento aos grupos vulneráveis. Em seguida, Beto Paes, gerente de Livre Orientação Sexual da Sejudh, falou sobre Cidadania da População LGBT. A assistente social do Propaz, Lorena Guimarães Ferreira Honorato, prestou informações sobre a cultura do machismo e o atendimento humanizado. A delegada Andreza Alves, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), de Santarém, finalizou o curso abordando o atendimento especializado dispensado à mulher vítima de violência doméstica e familiar. 

Foi a primeira vez que os agentes de Segurança Pública de Santarém recebem esse curso. A delegada Aline Boaventura, titular da DAV, explica que o curso visa ainda a sensibilização para que os agentes de segurança pública possam receber cada vez melhor as pessoas nas unidades policiais, saber escutá-las, levando com seriedade os casos. Entre os debates realizados no curso estão os conceitos e as terminologias usadas para se referir à população LGTB, como forma de saber como tratar as pessoas e dar-lhes o atendimento digno em determinadas questões. O curso será levado a outras regiões do Estado do Pará ao longo do ano.