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Peixes apreendidos pela polícia são doados aos moradores de Monte Dourado e Almeirim

12/07/12 - 10:57

Famílias carentes foram beneficiadas pela operação policialPoliciais civis e militares no distrito de Monte Dourado, cerca de 125 km de distância do Município de Almeirim, noroeste do Estado do Pará, interceptaram um caminhão que realizava o transporte ilegal de animais. Sob a carroceria do caminhão, policiais encontraram uma paca pesando 9 quilos e 177 quilos de peixes in natura, acondicionados em três isopores. Os animais foram distribuídos entre comunidades carentes do distrito de Monte Dourado e no bairro do Buritizal em Almeirim. O fato ocorreu na última segunda-feira, 9.

Os animais eram transportados sem nota fiscal e  qualquer tipo de documentação ou fiscalização sanitária. No interior do caminhão, também foi encontrada uma espingarda cartucheira calibre .12. “Na delegacia de Almeirim, o  motorista do caminhão, Everaldo Coelho, 25 anos, reconheceu que transportava um animal  com caça proibida e admitiu a irregularidade em relação ao transporte do peixe. Negou, porém, a propriedade da arma de fogo encontrada em seu caminhão”, declarou a delegada Adriana Carla Magno Barbosa, titular da delegacia de Almeirim,
 Segundo Everaldo Coelho, a espingarda encontrada pelos policiais pertencia à Genivaldo Silva de Meireles, 30 anos, que havia tomado uma carona com Everaldo a partir de determinado ponto da estrada. Genivaldo confirmou a versão apresentada pelo motorista do caminhão. Ele responderá pela porte ilegal de arma de fogo.

Everaldo Coelho responderá pelos crimes descritos no artigo 29 da Lei 9.606/1998 Contra os Crimes Ambientais: “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida” e pelo artigo 68 da Lei 8.078/1990 do Código de Defesa ao Consumidor: “Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança”.

Fizeram parte da operação os policiais civis Carlos Matos, Max Lins,  Nazareno e João Silva. Tudo foi acompanhado por representantes da Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepara).