Polícia Civil cumpre mandados de prisão de três acusados de estupro de vulnerável em Muaná

CIDADE DE MUANÁ

 

A Polícia Civil deflagrou, no final de semana, em Muaná, região do Marajó Oriental, a denominada “Harpócrates” para dar cumprimento de mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça mediante representação da Polícia Civil de três acusados de estupros de vulneráveis. A ação policial foi iniciada na noite de sexta-feira (07), com a presença da equipe policial na região do Alto Rio Atuá, em companhia do Conselho Tutelar. Durante a operação, Jairo da Silva Pureza foi preso acusado de estuprar uma criança de 10 anos após a vítima sair de um culto evangélico na Vila Valéria, na região do Alto Rio Atuá. Jairo foi conduzido à Delegacia de Muaná onde permanece recolhido à disposição da Justiça.

Na madrugada do dia seguinte, a equipe policial foi até o rio Tapuruquara para localizar e prender outro acusado de estupro de vulnerável. O acusado é Elias Ferreira Mendes, apontado como autor de estupros contra a própria filha desde que ela completou 12 anos. Ao chegar a essa idade, explica o delegado Rodrigo Amorim, titular da Polícia Civil no Marajó Oriental, Elias passou a deixar o quarto onde dormia com a esposa para abusar sexualmente da filha. Elias ameaçava privar a adolescente do convívio escolar e de bens materiais, e a maltratava toda vez que ela se recusava a ceder às vontades do acusado. "Os abusos perduraram por cerca de quatro anos. Atualmente, a vítima tem 16 anos", explica o policial. Elias foi preso no momento em que chegou em sua casa vindo de uma celebração ecumênica na região. Ele está custodiado na Delegacia de Muaná à disposição da Justiça. 

Nas imediações do Rio Tapuruquara, já próximo ao furo Urubuquara, a equipe policial prendeu mais um acusado de estupro de menores. O comerciante João Ademias Lima de Oliveira foi preso em seu comércio, onde, conforme as investigações, ocorriam os abusos contra uma criança de 9 anos. As investigações mostram que a vítima era abusada pelo comerciante toda vez em que frequentava o comércio de propriedade do acusado. Ele sempre oferecia iogurte e biscoito à vítima. Em troca, ele a chamava para os fundos do imóvel, onde praticava os crimes sexuais. Ao receber a voz de prisão no local, o acusado resistiu e foi devidamente contido e depois conduzido até a Delegacia de Muaná para ficar recolhido para responder pelo crime.