Delegado-geral recebe pauta de demandas do movimento de mulheres em Belém

COMISSÃO DE MULHERES FOI RECEBIDA NA DELEGACIA-GERAL. FOTO: LEANDRO SANTANA (ASCOM PCPA)

 

REUNIÃO NA DELEGACIA-GERAL. A Delegacia-Geral da Polícia Civil sediou, nesta quarta-feira (10), audiência presidida pelo delegado-geral Alberto Teixeira, e contou com as presenças de representantes do movimento de mulheres lideradas pela deputada estadual Marinor Brito. Durante o encontro, foi apresentada uma pauta de demandas voltadas à melhoria do atendimento prestado às mulheres vítimas de violência no Estado.

Sensível à causa, o delegado-geral se encarregou em mobilizar outros órgãos do Estado para uma nova reunião visando atender a pauta apresentada pela comitiva. Denominada de "Pará sem violência contra a mulher: basta de feminicídio", a campanha conta com quatro eixos: segurança pública, educação, saúde e empoderamento.

DELEGADO-GERAL RECEBE PAUTA DAS MÃOS DA DEPUTADA MARINORParticiparam também da audiência as delegadas Joseângela Santos, diretora em exercício da DAV (Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis); Adriana Norat, diretora da Delegacia da Mulher de Belém, e Eliete Alves, diretora da Delegacia da Mulher de Ananindeua.

Entre as demandas, estão a ampliação da cobertura de atendimento 24 horas nas Delegacias da Mulher do Estado; a garantir do serviço psicossocial qualificado para atender as demandas nas Delegacias; ampliação de efetivo policial feminino suficiente para atender as vítimas de violência; Delegacias da Mulher com endereços de fácil acesso, entre outras demandas.

Titular da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), a deputada Marinor Brito entregou ao delegado-geral Alberto Teixeira a pauta de demandas. O delegado-geral evidenciou, na reunião, que o combate a este mal, que é a violência contra mulher, deve ser feito de forma exemplar em todo Estado. "Sabemos das dificuldades que temos. Vamos apresentar, inclusive, no mês de agosto, na Alepa, um projeto para transformar a DAV em Departamento para que possamos avançar nessas questões", ressalta. Teixeira mencionou a baixa de efetivo na Polícia Civil que, por lei, deveria estar com 5,2 mil policiais civis, mas que, atualmente, o efetivo não atinge a 30% do número ideal. Ele destacou que esse quadro pode ainda se agravar com a reforma da previdência que está por vir, fazendo com que, apenas em 2019, mais de mil policiais civis se aposentem. Ele ressalta que o governador do Estado, Helder Barbalho, está sensível a esta questão e que já sinalizou para a realização de concurso público para o quadro policial civil no Estado.