Instrutor do curso de Operações Táticas Especiais da Polícia Civil fala sobre expectativa do curso

 

JOSÉ JUNIOR, AGENTE DA PC DE DO ESTADO DE GOIASO agente de Polícia Civil de Goiás, José Júnior (Black), instrutor do Curso de Operações Táticas Especiais (COTE), se sente muito feliz e honrado, em receber o convite e poder contribuir com os demais instrutores e alunos, na formação de novos policiais no curso do (COTE), pois essa é primeira vez que o curso é realizado no estado do Pará. Para ele o curso oferece um conhecimento diferenciado, seguindo uma padronização nacional, e esse nível de padronização está ocorrendo graças ao Conselho Nacional dos Coordenadores de Operações Policiais Especiais (CNCOPE), onde os chefes das unidades se encontram, normalmente duas vezes ao ano, no sentido de padronizar a questão de nomenclatura, carga horária de curso, matérias mínimas, dentre outros tópicos. “Fui recebido de forma inexplicável, o Pará é um estado maravilhoso, com policiais altamente capacitados. Desta forma, representando o (GT3), eu pude vir e está somando, assim como outros companheiros estão”, enfatizou. 

José Junior explica, que atualmente na Polícia Judiciária temos dois cursos padronizados, dentre eles o (COP), Curso de Operações Policiais e o (COTE), Curso de Operações Táticas Especiais. O “Cote” é a cereja do bolo da Polícia Judiciária, onde realmente o policial vem adquirir muito conhecimento. Graças a esse encontro dos gestores das unidades táticas do Brasil, o curso está obtendo essa padronização de alto nível, desde o uniforme nacional e propriamente o uniforme típico da região”, explica Junior. 

Segundo o agente de Polícia Civil, cada unidade policial está tendo em torno de dois a três mudas de uniforme a nível nacional, que é o “Multicam” (Camuflagem Tropical), onde cada Estado adaptou sua vegetação ao seu ambiente, em está utilizando outro uniforme, além de suas doutrinas, pois o agente policial, percebe que o criminoso já rompeu a questão das fronteiras Estaduais. “O criminoso sai de um Estado, por exemplo, Goiás, e vem para o Pará, cometer um crime. Ou seja, quando prendemos o criminoso, acabamos trabalhando da mesma maneira”, destacou o agente. Portanto, por meio deste curso, estamos procurando nos profissionalizarmos e nos aperfeiçoamos em relação a isso, para que assim, a nível nacional as unidades comecem a falar a mesma língua, tanto de doutrinas, a serem repassadas no curso, carga horária, matérias mínimas".

Para o agente, esta formação é um grande passo que a Polícia Civil do Pará está dando, pois a grade do Curso de Operação Tática está de acordo com os parâmetros nacionais. Os policiais que estão ingressando neste curso, com certeza, terão um bom engrandecimento profissional. Serão repassadas técnicas e táticas operacionais, e técnicas de investigação importantíssimas, que contribuirão consideravelmente para a atividade diária da Polícia Judiciária e outras forças.

“Espera que os alunos absorvam o máximo de conhecimento possível, e principalmente, as doutrinas e os fundamentos utilizados nas operações táticas especiais”. Segundo José Júnior, o curso é dividido em quatro momentos: A parte administrativa, onde o aluno tenta padronizar algumas doutrinas já utilizada na unidade, em seguida ele passa por um processo de seleção, que é o módulo rústico, onde a parte física, a resiliência, a resistência emocional é colocada a prova. “ Durante o curso é importante que o aluno passe por algumas restrições alimentares, restrições de sono dentre outros”, salientou.

“Quando vamos para operação, nem sempre dormimos em um colchão, e temos um banho quente, nem o privilégio de ter oito horas de sono por noite. Nem sempre é assim. Após essa fase rústica, os alunos entram numa parte mais técnica onde é passado todo uma gama de conhecimento, em todas as áreas, assim, de forma técnica encerrada essa parte. Em seguida o curso entra na parte tática, onde o aluno irá empregar a técnica aprendida em diversos locais, ambientes e formas diferentes, basicamente é isso” explicou José. Portanto é importante que o aluno continuar buscando, continuar aprimorando e relembrando as técnicas aprendidas. 

O Curso de Operações Táticas Especiais é executado pela Academia de Polícia Civil (Acadepol), sob a coordenação da delegada Karina Figueiredo, em conjunto com a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), a cargo do Investigador Elzamo Lobato.