Polícia Civil apreende armas durante operação para prender suspeitos de homicídio em Anapu

Apreensões

 

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (12), a operação denominada "Éris", em Anapu, sudoeste do Estado, com objetivo de cumprir mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão referentes às investigações sobre a morte de Leocy Resplandes de Souza no município. Durante a operação, policiais civis da Delegacia de Conflitos Agrários (DECA) de Altamira; Delegacia de Meio-Ambiente (DEMA); Delegacia de Homicídios de Altamira e da Unidade Policial de Anapu, prenderam Willian Cândido Mendes, de apelido Willian Goiano, e Carlos Alves da Costa, conhecido como Carlinhos, apontados como suspeitos do crime.

Ainda, durante a operação, policiais civis efetuaram a apreensão de dezenas de armas de fogo de diversos calibres e munições, além de materiais usados na fabricação de novos armamentos, em dois locais que funcionavam com "fábricas" de armas no município. Conforme o delegado Walison Damasceno, titular da Superintendência da Polícia Civil na Região do Xingu, as ordens judiciais resultaram de investigações, coleta de depoimentos e análises das circunstâncias que envolveram o crime, dentre outros métodos.

O homicídio ocorreu no último dia 3, quando a vítima foi alvejada com um disparo de espingarda municiada com balins (pequenas esferas de chumbo) usadas geralmente em caça. Ainda, conforme o delegado, as investigações mostraram que o disparo foi feito de dentro de um terreno vizinho à casa onde residia a mãe da vítima. No momento do crime, explica o delegado, a vítima estava na área externa da residência. A esposa e o irmão da vítima presenciaram o crime. "Ambos foram inquiridos e ouvidos pela equipe de investigação", ressalta o delegado. 

Após o crime, as investigações apontaram que o autor do disparo foi Carlos Alves da Costa que fugiu da região no dia seguinte ao assassinato. Familiares da vítima afirmaram que terem visto a fuga do suspeito. Durante as investigações, a Polícia Civil tomou conhecimento de que a família da vítima passou a sofrer ameaças que estariam sendo feitas por Carlos Alves e por Willian Mendes para que ficassem “quietos”, caso contrário, morreriam mais componentes da família.

Com o andamento das investigações, as equipes da Polícia Civil obtiveram provas contra os suspeitos do crime que estão presos. As investigações sobre o homicídio prosseguem. Conforme o delegado, o preso Willian é apontado como invasor de terras e suspeito de ser autor de outro homicídio ocorrido no início do ano, cuja vítima foi um primo de Leocy Resplandes. As investigações sobre as mortes continuam sob presidência da DECA de Marabá, já que há indícios de que as mortes têm ligação com conflitos entre os próprios invasores em disputa por terra. O nome da operação faz alusão à deusa da discórdia na Mitologia Grega. 

FÁBRICA DE ARMAS Durante a operação no município, as equipes da Polícia Civil conseguiram, após coleta de informações, realizar apreensões de armas de fogo prontas para o uso, entre as quais, espingardas de diversos calibres e revólver, além de munições e materiais usados na fabricação de novas armas. As apreensões foram realizadas em dois locais diferentes que funcionavam como espécies de "fabricas" de armas.

"As investigações continuam. Todo material e os presos já estão recolhidos à disposição da Justiça", detalha. A operação foi realizada por policiais civis da Delegacia de Polícia de Anapu, sob comando do delegado Adriano Lourenço; da Delegacia de Conflitos Agrários de Altamira, sob comando do delegado Fábio Amaral, e Delegacia de Homicídios de Altamira comandada pelo delegado Fernando Marcolino.