Polícia Civil cumpre mandados de prisão de acusados de violência contra familiares em Belém

 

A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (08), em cumprimento a mandados de prisão preventiva, dois homens que respondem a processos criminais por crimes no âmbito da violência doméstica e familiar, em Belém. As prisões foram cumpridas pela equipe de policiais civis do Serviço de Polícia Interestadual de Buscas e Capturas (Polinter), sob coordenação do delegado Raphael Lobão Cecim e o chefe de operações Hilário Junior. O primeiro mandado a ser cumprido foi o de José Tarcísio de Souza Nunes, 57 anos, acusado do crime de estupro de vulnerável. Ele foi localizado no bairro da Marambaia, em Belém, após a equipe policial tomar conhecimento do mandado de prisão preventiva expedido em 25 de julho deste ano.

A ordem de prisão foi expedida pela 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher em decorrência de investigações realizadas pela Divisão Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), de Belém. José Tarcísio é acusado de abusar sexualmente de sua enteada, menor de idade e que possui problemas mentais. Após representação policial, com base nas investigações, foi decretada a prisão preventiva do acusado, por representar um perigo para sociedade, e especialmente para a vítima.

OUTRO PRESO Além da prisão de José Tarcísio, ainda durante a manhã, a equipe da Polinter prendeu, em cumprimento a mandado de prisão, Matusalém Morais da Silva, que teve ordem de prisão expedido pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, por descumprimento de medidas protetivas de urgência determinadas pela Justiça em favor da companheira do acusado. O delegado Raphael Cecim ressalta que a Lei 11.340/06, mais conhecida como Lei Maria da Penha, que completou 12 anos em agosto, foi criada com o objetivo de proporcionar maior segurança às vítimas de violência sexual.

Contudo, mesmo após 12 anos de vigência, ainda existem casos de violência doméstica não são levados ao conhecimento das autoridades policiais e da rede de proteção às mulheres. Segundo ele, o combate a esse tipo de crime é prioridade para qualquer sociedade que respeite a dignidade humana.

"A importância de prisões de acusados de crimes praticados no âmbito familiar não se limita apenas à responsabilização criminal do agressor. Mas também tem um importante caráter pedagógico para quem vê na impunidade um estímulo à prática de violência doméstica e representa um estímulo às vítimas para que denunciem as violências sofridas, com a certeza de que terão a pronta resposta da rede de proteção", ressalta.