Polícia Civil cumpre mandados judiciais durante operação Caim em Rio Maria

 

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (06/11), a segunda fase da operação "Caim", para investigar a morte do professor Márcio Cléber da Cunha, em Rio Maria, sudeste paraense. Na segunda fase, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão de adolescentes suspeitos de participação no fato investigado. Responsável pelas investigações, o delegado Carlos César Silva explica que, na primeira fase da operação, uma pessoa foi presa em cumprimento a mandado de prisão temporária e foi recuperado o telefone celular da vítima que havia sido subtraído no dia do crime.

Denominada de "Caim", a Operação faz referência ao relato bíblico do primeiro homicídio da história da humanidade em que Caim atraiu seu irmão Abel para um campo, onde o matou a pauladas, segundo uma corrente teológica. No caso da morte do professor Márcio da Cunha, ocorrida em 27 de setembro deste ano, as investigações mostraram que a vítima foi atraída a um local ermo, onde foi morta a pauladas. O corpo foi encontrado em um terreno próximo ao Parque de Exposições na cidade de Xinguara.

Segundo o delegado, as primeiras informações são de que a vítima recebeu uma ligação no dia dos fatos, por volta de 21h30, quando ainda estava na cidade de Rio Maria. A ligação foi feita por um adolescente com o qual o professor combinou de se encontrar em Xinguara. "Esse adolescente convidou outros dois adolescentes e foi ao local combinado com a vítima. Após a vítima se encontrar com dois desses adolescentes, o terceiro menor chegou ao local e com a ajuda dos outros dois desferiu inúmeras pancadas na vítima com estacas de madeiras, ocasionando lhe a morte", explica o delegado.

Após matar o professor, os adolescentes saquearam diversos pertences da vítima, dentre eles, o aparelho celular, a motocicleta e valores em dinheiro. As investigações foram iniciadas após o delegado José Carlos Rodrigues, superintendente Regional do Alto Xingu, designar o delegado Carlos César para presidir as investigações. Além de policiais civis da Superintendência Regional, a operação contou com o apoio de policiais civis do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) do sudeste, sob direção do delegado Alécio Janunes Neto, além do apoio do Ministério Público e Poder Judiciário de Xinguara. No decorrer da investigação criminal, foram deferidas pela Justiça cinco medidas cautelares representadas pela autoridade policial.

O delegado ressalta que as investigações continuam para apurar a participação das pessoas que foram presas durante a segunda fase da operação. "Uma delas tinha ciência antecipada de quem era os autores do crime e em vez de alertar as autoridades, tentou convencer um dos adolescentes a fugir. Já o outro, é pai de um dos adolescentes e a linha telefônica de onde partiu a ligação para a vítima no dia do crime está cadastrada em seu nome, além de responder a outros processos criminais no Estado, entre os quais, por tentativa de homicídio praticada na cidade de São Félix do Xingu", detalha o delegado.