Polícia Civil leva projeto de educação ambiental à praia de Marudá em Marapanim

Banhistas receberam sacolas recicláveis para coleta de lixo

 

Ponto de coleta de lixoA Polícia Civil, por meio do projeto Sala Verde: Ambiente Seguro, levou ações de conscientização ambiental aos veranistas na praia de Marudá, em Marapanim, nordeste paraense, neste final de semana. Dezenas de sacolas recicláveis foram distribuídas e usadas para coletar lixo na praia, de forma a contribuir para a prevenção da poluição ambiental. Além de percorrer o balneário, a equipe montou sete pontos de coleta, entre as barracas de venda de alimentos na praia. 

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Agentes percorreram a praiaO objetivo é facilitar o recolhimento dos dejetos pelos banhistas. Iniciada na última sexta-feira na praia de Marudá, um dos principais e mais frequentados balneários do nordeste paraense, a programação vai ser realizada até o final de julho em outras praias do Pará. 

A ideia é de que os pontos de coleta de lixo, explica o investigador Edelvan Soares, coordenador do Projeto, permaneçam na praia até o final das férias escolares. Os donos de barracas foram orientados a manter os pontos de coleta de lixo na praia. "Os pontos foram doados e agora passarão a ser responsabilidade dos barraqueiros", salienta. 

Estandes instalados na praiaSegundo o coordenador do Projeto Sala Verde, a iniciativa possibilitou deixar a praia mais limpa. "As pessoas sentiam falta de um local apropriado para coleta de lixo na praia, o que, aliado à falta do costume de muitas pessoas em não levar sacola para recolher o lixo, fazia com que os dejetos fossem despejados na própria areia e, dessa forma, eram levados pela água sujando a praia", detalha Edelvan Soares. 

A população aprovou a iniciativa do Projeto Sala Verde. "Ótima ideia que precisa ser incentivada sempre nas nossas belas praias", enfatiza a dona de casa Maria dos Anjos Silva, moradora em Marituba, na região metropolitana de Belém e que escolheu o balneário para passar o final de semana.

Ponto de coleta de lixoA mesma programação foi realizada, no fim de semana passado, na praia de Crispim, em Marapanim. Na ocasião, a equipe da Sala Verde, projeto sediado na Divisão Especializada em Meio-Ambiente (DEMA), levou diversas orientações ao veranistas sobre os crimes ambientais. 

Entre as orientações repassadas aos banhistas, detalha Edelvan Soares, a de não jogar lixo em via pública. "É crime com pena de reclusão de 1 a 5 anos, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais", detalha. 

Outro crime ambiente sujeito a ocorrer nas praias, no período das férias escolares, é a poluição sonora, que é barulho excessivo gerado por aparelhagens de som, em geral, em carros e casas de show, que pode afetar a saúde física e mental das pessoas. Quem pratica poluição ambiental pode pagar multa e ainda está sujeita a responder a processo criminal com pena prevista de 1 a 4 anos de reclusão, conforme a Lei de Crimes Ambientais.