Polícia Civil prende integrantes da associação criminosa responsável por assalto a edifício em Belém

 

Policiais apresentam apreensõesA Polícia Civil apresentou, nesta quinta-feira, 12, parte do grupo criminoso responsável pelo assalto ao edifício Mirai Office, prédio comercial localizado na Rua Municipalidade, bairro do Umarizal, em Belém.

Com os presos, policiais civis da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), unidade vinculada à Diretoria de Polícia Especializada (DPE), da Polícia Civil, apreendeu ferramentas usadas no crime, como furadeira e marreta; além de cilindros de gás usados em corte de cofres; blusas com identificação da Polícia Federal e de um supermercado; bonés semelhantes aos usados por policiais; sinalizador tipo giroflex usado em viaturas; perucas para disfarce, aparelhos tipo DVR usados para armazenar imagens de câmeras de monitoramento; placas clonadas, entre outros objetos. 

Foram recuperados com os presos cerca de R$ 8 mil de um total de R$ 87 mil roubados no assalto ao edifício, além de diversos telefones celulares também roubados no mesmo local. Foram apresentados na Delegacia-Geral os presos Welson Irlon Gurjão da Silva, 45 anos, de apelido Gordo; Maik de Melo Nogueira, 30, conhecido como Tiago; Antônio Silva Cordovil, 45, conhecido como Toninho, e Odino Coelho Ramos Junior, 40. Durante as investigações, também foi preso o porteiro do edifício, George Cleberson Cardoso Noronha, que foi liberado pela Justiça na audiência de custódia. As informações sobre a operação denominada "Mirai" foram apresentadas em entrevista coletiva na sede da Delegacia-Geral, em Belém, pelo delegado-geral Rilmar Firmino; e delegados Claudio Galeno, titular da DPE, e Ricardo do Rosário, diretor da DRFR, responsável pelas investigações.

Delegado-geral Rilmar FiminoASSALTOS O grupo criminoso já era investigado desde fevereiro deste ano pela DRFR. Eles são os responsáveis por outros seis casos de assaltos registrados desde o ano passado, dos quais seis na capital e um no interior do Pará. Em dezembro do ano passado, eles assaltaram uma residência em Concórdia do Pará. 

Já em fevereiro deste ano, eles assaltaram uma casa de câmbio na Avenida Braz de Aguiar, em Belém. Nesse caso, os bandidos chegaram em um veículo usando blusas com identificação da Polícia Federal para entrar no prédio com alegação de que iriam cumprir uma ordem judicial de busca e apreensão no local.

Em junho deste ano, eles praticaram um roubo em um prédio comercial, no bairro do Jurunas, na capital paraense, onde também usaram um roubo usando blusas semelhantes às da Polícia Federal com a alegação também de que teriam um ordem de busca no imóvel autorizada pela Justiça.

Delegado Ricardo do RosárioNo mês passado, foram três ocorrências de assaltos em dois edifícios. Um deles situado na Rua Gerônimo Pimentel e o outro na Travessa Nove de Janeiro, em Belém. Houve outro roubo cometido em uma residência também na capital paraense. O delegado Ricardo do Rosário explicou que o grupo de assaltantes atua sempre de forma semelhante. "Eles ficavam campanando (monitorando) vítimas e observavam o tipo veículo que o morador do prédio possuía. Depois, procuravam roubar um veículo igual ao do morador do prédio e clonavam a placa do carro roubado para ficar idêntica à placa do morador. Depois, entravam no prédio (passando-se pelo morador) e lá dentro rendiam os porteiros", detalha. Após render os porteiros, as vítimas eram amarradas com fitas adesivas e depois seguiam até os andares do prédio onde acreditavam que havia mais valores em dinheiro. 

Delegado Cláudio GalenoO policial civil ressalta que a associação criminosa é formado por pessoas especialistas em diversos ramos, como arrombamento de cofres, chaveiros e até profissional ourives, especialista em manipulação de produtos à base de ouro e prata obtidos durante os assaltos. Conforme o delegado, no assalto ao prédio Mirai Office, ao todo, 17 salas comerciais foram invadidas. A partir da análise das características físicas de um dos presos - Welson Irlon Gurjão da Silva - os policiais civis da DRFR conseguiram prender o acusado, no último dia 9, e chegaram aos demais membros da associação criminosa.

Com Welson, vários objetos usados no crime foram apreendidos. Com ele, foram recuperados diversos telefones celulares roubados de uma loja de telefonia móvel no edifício e um relógio de pulso tipo Rolex de ouro. Durante o assalto, explica o delegado, o porteiro do edifício repassou informações privilegiadas sobre as salas que poderiam ter ou não valores em dinheiro ou joias. Porém, os valores roubados foram abaixo da expectativa dos assaltantes.

Parte do dinheiro roubado foi recuperadoToninho foi identificado como o mentor do assalto. Por ser um senhor de 45 anos de idade, ele entrava com facilidade nos prédios sem levantar suspeitas dos moradores e porteiros, para fazer o levantamento do local e planejar os assaltos. Depois, repassa as informações aos assaltantes. 

Com ele, também os policiais apreenderam um carro Honda Fit usado no assalto. O mesmo veículo foi usado no assalto ao edifício na Travessa Nove de Janeiro, em Belém, em setembro. Com o preso Odino, foi apreendido um carro modelo TR4 que foi usado no assalto ao Mirai Office e em outros roubos.

Celulares roubados foram recuperadosCom a prisão dele, destaca o delegado, foi possível evitar um novo roubo que o grupo pretendia realizar contra um edifício no bairro de Batista Campos, em Belém, nos próximos dias. Com o preso, foi encontrada uma placa clonada para ser usada no carro e um falso mandado de prisão em nome de um morador do prédio. Também com Odino, foram apreendidas as blusas, bonés, luvas e coldres semelhantes aos usados pela Polícia Federal, e um sinalizador tipo giroflex usado em viaturas. As investigações continuam para identificar e prender outros envolvidos no crime.