Polícia Civil transfere para Belém presos envolvidos na morte de policial militar em Belém

 

A Polícia Civil recambiou ao Pará, nesta quinta-feira (06), os presos Celso Ferreira Sousa, 26 anos, de apelido "Macarrão", e Felipe Silva de Azevedo Junior, 24, de apelido "Junior Crânio", acusados de envolvimento no latrocínio (roubo seguido de morte) do cabo da Polícia Militar do Pará, Giorgio Silva Salame, 38. O crime ocorreu em 9 de maio deste ano, no bairro da Marambaia, em Belém. Celso foi preso em 24 de agosto deste ano, na cidade de São Carlos, interior de São Paulo. Já Felipe foi preso no último dia 10 de outubro, em Navegantes, no Estado de Santa Catarina. Os presos foram transferidos e apresentados na Divisão de Homicídios (DH), na capital paraense. Com as prisões dos dois envolvidos no crime, o caso está elucidado, já que os quatro envolvidos no latrocínio estão presos.

As informações foram prestadas pelos delegados Eduardo Rollo e Davi Cordeiro, da DH. Conforme os policiais civis, além de Celso e Felipe, estão envolvidos no crime Tarcisio Maicon Mescouto Pereira, que conduziu o carro usado no crime, e Carlos Victor Flexa Ribeiro, que também participou do latrocínio. Tarcisio foi preso em flagrante no dia do crime. Carlos Victor foi preso em 17 de outubro deste ano, em Cametá, nordeste do Pará. O delegado Davi explica que, no dia do crime, os quatro criminosos estavam praticando assaltos em via pública. Armados com um revólver calibre 38 e outro revólver de calibre 32, eles já haviam cometido seis assaltos no mesmo dia, nos bairros da Marambaia, em Belém, e Cidade Nova em Ananindeua, região metropolitana da capital.

Conforme o delegado, os integrantes do grupo se revesavam a cada assalto. Os criminosos trafegavam de carro pela Marambaia, quando avistaram a vítima na rua falando ao celular. O policial estava à paisana de folga do serviço, porém armado, foi abordado por dois homens, os quais, segundo as investigações, eram Celso e Felipe. Nesse momento, o policial militar acabou reagindo, trocando tiros com os criminosos, porém foi baleado com um tiro de revólver calibre 38 no pescoço. Nada foi levado da vítima, já que os criminosos saíram em fuga em seguida. A vítima foi socorrida até o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua, onde permaneceu 15 dias internado até falecer no dia 23 de maio.

Até o momento do crime, explica o delegado Davi Cordeiro, os criminosos não sabiam que a vítima era um policial militar. Com a divulgação da informação, os acusados resolveram fugir de Belém no dia do crime. Um deles - Tarcisio Pereira - foi preso no mesmo dia do crime e autuado, na ocasião, por tentativa de latrocínio na Divisão de Homicídios. Ele negou inicialmente participação no crime, porém acabou por confessar diante das provas. Com a prisão dele, as investigações prosseguiram e a equipe da DH e da Força-Tarefa de Enfrentamento de Homicídios coordenado pela Divisão de Homicídios. No decorrer das investigações, os outros envolvidos foram identificados. Após ser preso em Cametá, Carlos Victor foi transferido para Belém e permanece preso no Sistema Penitenciário, assim como, Tarcísio. 

Celso e Felipe foram presos nos Estados de São Paulo e Santa Catarina, respectivamente, como resultado de um trabalho em parceria com as Polícias Civis e Militares desses Estados, que receberam os mandados de prisão preventiva dos acusados e cumpriram as ordens judiciais do Pará. Celso e Felipe confessaram participação no crime, mas negam serem os autores do disparo jno policial. Celso afirma que foi Felipe quem atirou. Já Felipe, por sua vez, nega ter feito o disparo. Com as investigações, explica o delegado Davi Cordeiro, todos os quatro presos já foram denunciados pelo Ministério Público do Pará para irem à julgamento. Em 2018, foram 42 mortes de policiais militares. Destes, 25 já foram elucidados com a identificação, prisão ou morte dos autores dos crimes. Os demais casos ainda estão sob investigação.