Com a Revolução de 1964, a Polícia Civil alargou suas atribuições, bem como, passou a ser melhor aparelhada. A Guarda Civil foi extinta e o pessoal dela foi incorporado à Polícia Civil como policiais. A Secretaria de Segurança Pública passou a ser dirigida por militares do Exército. A Polícia Militar assume o policiamento ostensivo no lugar da Guarda Civil. Nesse período criou-se a Escola de Polícia, que funcionava no prédio da Central de Polícia, com professores da Universidade Federal do Pará (UFPA). Tempos depois, essa escola foi extinta e o pessoal do primeiro concurso público para delegado de polícia de carreira foi submetido ao curso de formação na Academia de Polícia do Ceará. Em 1973, através da Lei nº 4.460, de 02/06/73, criou-se a Polícia Civil de Carreira como departamento da SEGUP e com a descrição funcional de cada cargo.

A lei também criou o cargo de delegado geral, que não era privativo de delegado de Polícia. Embora a Polícia Civil já tivesse pessoal admitido por concurso público para prover seus cargos, ainda não havia autonomia administrativa, funcional ou financeira. Em 1979, houve uma reestruturação da SEGUP e o cargo de delegado geral passou a denominar-se “coordenador geral de Polícia Civil”, mas ainda subordinado ao Secretário de Segurança. Também nessa época foi criada oficialmente a Academia da Polícia Civil do Estado do Pará. Com a promulgação da Carta Constitucional de 1988, a segurança pública alcançou "status" constitucional através do art. 144 e as polícias civis passaram a ser comandadas, obrigatoriamente, por delegados de carreira. Aqui nascia o embrião da autonomia
das polícias civis estaduais.

De 1988 a 1994, a Polícia Civil cresceu como instituição, nascendo o sentimento da necessidade de uma Lei Orgânica, que desse estrutura e autonomia próprias à instituição. Assim, em 15/03/94, através da Lei Complementar nº 022, a Polícia Civil alçou nova identidade, com estrutura organizacional e quadro de pessoal próprios, com autonomia administrativa, funcional e financeira. Passou a ter recursos orçamentários próprios, com gestão própria, mas sob a supervisão da SEGUP. A partir de 1995, os policiais civis e militares, bem como, os demais órgãos integrantes do Sistema de Segurança Pública do Estado passaram a trabalhar de forma integrada, obtendo resultados positivos em termos de segurança pública.

Priorizou-se a integração paulatinamente, com a criação do Centro Integrado de Operações (CIOp), do Instituto de Ensino de Segurança Pública (IESP), das Zonas de Policiamento nas seccionais de Polícia (ZPOL’s) e, finalmente, das Corregedorias de Polícia. Hoje, a cúpula da Polícia Civil tem o Conselho Superior de Polícia (CONSUP) com poderes de assessoramento do delegado-geral nos assuntos de maior relevância. A instituição possui brasão, estandarte, hino, patrono e medalha devidamente regulamentados, fatores que contribuem para engrandecer a instituição perante a sociedade. A Polícia Civil, bem como, todos os órgãos integrantes do Sistema de Segurança do
Estado, vêm trabalhando no cumprimento das principais diretrizes do Plano Nacional de Segurança Pública.