Polícia Civil prende acusados de envolvimento no assassinato de radialista em Bragança

Entrevista coletiva na Delegacia-Geral em Belém

 

A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (16/11), a operação "Pérola" para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão referentes ao inquérito sobre o assassinato do radialista Jairo Sousa, em Bragança, nordeste paraense. Sob coordenação da Divisão de Homicídios, mais de 50 policiais civis divididos em 11 equipes saíram às ruas da cidade, por volta de 6 horas da manhã, para cumprir as ordens judiciais. Durante a operação, quatro pessoas - Jadson Guilherme Reis de Sousa, 22 anos; Otacilio Antonio da Silva, 53; Moisaniel Sousa da Silva, 50, e Jedson Miranda da Silva, 22, filho de Moisaniel - foram presas com mandados de prisão temporária de 30 dias de duração.

Delegado Eduardo RolloOutras duas pessoas - Dione Sousa Almeida, 29 anos, acusado de atirar no radialista, e José Roberto Costa de Sousa, 48, o Calar, pai de Jadson - foram presos durante esta semana. Dione foi preso em Cachoeira do Piriá, nesta quinta-feira (15/11), e José Roberto foi preso, em Castanhal, na segunda-feira passada. Os seis presos foram conduzidos para Belém. Um sétimo acusado do crime - conhecido como Mãozona - foi preso no início da semana em Tracuateua.

A coletiva de imprensa para divulgar os resultados da operação foi realizada, durante a tarde, na sede da Delegacia-Geral, em Belém, e contou com as presenças do delegado Marco Antonio de Oliveira, diretor de Polícia Especializada, e dos delegados Eduardo Rollo e Dauriedson Bentes, da Divisão de Homicídios.  

O nome da operação policial realizada em Bragança é alusivo ao nome do programa de rádio "Show da Pérola" apresentado pela vítima na emissora de rádio, onde trabalhava, em Bragança. Segundo o delegado Marco Antonio, dois homens acusados do crime estão foragidos. Um deles é um vereador da cidade. Conforme o delegado Eduardo Rollo, a causa da morte do radialista ainda está sob investigação em caráter sigiloso, mas, conforme o delegado, já é possível adiantar uma das possíveis motivações do crime. "Ele costumava realizar denúncias, no programa de rádio, contra as mais diversas pessoas que, por conta disso, ficaram descontentes com o que estava sendo falado no programa", explica. Diante disso, a morte do radialista foi planejada por um consórcio de pessoas. 

As investigações irão prosseguir para se chegar a outras pessoas envolvidas no crime. Além dos mandados de prisão temporária, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em empresas. Nesses locais, documentos diversos e até uma arma de fogo longa foram apreendidos. Participaram da operação policiais civis da Divisão de Homicídios, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e da Superintendência da Região do Caeté.