Queda da violência no Pará preserva mais de 500 vidas só no primeiro trimestre de 2022

 

A redução nos índices de criminalidade no Pará aponta, só no primeiro trimestre de 2022, a preservação de mais de 500 vidas, com base no indicador do número de Mortes Violentas Intencionais (MVI), que incluem homicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais. Os dados deste ano foram comparados ao mesmo período de 2018.

"Nosso trabalho tem sido o de combater fortemente a criminalidade no Estado, tendo como uma das nossas metas focais a garantia da paz social para a população. Esses números equivalem à redução de Mortes Violentas Intencionais. Isso nos mostra que o trabalho que estamos desenvolvendo vem alcançando resultados positivos, refletindo no número de vidas que preservamos ao longo desse período, garantindo uma maior segurança a nossa população", assegurou o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado.

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (Siac), na manhã de sexta-feira (01), no período de janeiro a março de 2022 houve redução de 44% nos casos de Mortes Violentas Intencionais quando comparadas ao mesmo período de 2018. Os números representam a preservação de 512 vidas nesse período em todo o Estado. Em relação a 2021, a redução foi de 19%, quando comparado ao mesmo período deste ano, representando a preservação de 114 vidas.

Políticas e programas - O Governo do Pará, por meio da Segup, enfrenta a criminalidade com ações ostensivas em todo o vasto território paraense. A gestão foi iniciada já com a implementação de políticas públicas e programas na área de Segurança para combater a criminalidade e fortalecer o trabalho ostensivo.

Dentro dessas políticas, o Programa Territórios Pela Paz (TerPaz) é uma das estratégias de maior alcance social. Implantado em sete bairros da Região Metropolitana de Belém, que apresentavam os maiores índices de crimes violentos, o TerPaz reúne uma força-tarefa governamental para oferecer gratuitamente serviços em diversas áreas, notadamente segurança, cidadania e saúde.

Outra estratégia de combate à criminalidade é o Projeto "Segurança Por Todo o Pará", desenvolvido pela Segup em parceria com os demais órgãos do Sistema de Segurança Pública. Lançado em 2020, o projeto visa descentralizar as ações de segurança, levando aos municípios o trabalho integrado com base nas demandas locais, desenvolvido pelas 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps).

"Vários fatores são preponderantes para que possamos combater, de forma intensificada, a criminalidade no Pará. Entre eles está o ‘TerPaz’, que desenvolve políticas públicas nos bairros que eram apontados como os mais violentos quando iniciamos o trabalho na Segurança. São ações de choque operacional, seguidas de atividades de defesa social, somando esforços com as instalações das Usinas da Paz. Isso tem mudado a perspectiva e realidade desse locais, assim como o ‘Segurança Por Todo o Pará’, que tem como objetivo levar o modelo e estratégia de segurança desenvolvido na RMB para o interior, cobrindo toda a extensão do nosso território com ações ostensivas e preventivas. Esse conjunto nos auxilia de forma assertiva no enfrentamento à criminalidade", ressaltou o titular da Segup.

Integração - Além das políticas públicas e dos programas desenvolvidos, o Estado investe na integração das forças de segurança para ampliar a eficiência das estratégias de combate ao crime. Dentre as ações estão a implementação do "Polícia Mais Forte", pela Polícia Militar, e o combate às facções criminosas por meio de ações investigativas e ostensivas a cargo da Polícia Civil, em parceria com os demais órgãos do Sistema de Segurança Pública.

Outra medida essencial para os resultados atuais foi a retomada do controle do cárcere, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), que adotou medidas restritivas de acesso às unidades penitenciárias em todas as regiões, inibindo a comunicação de facções criminosas e fortalecendo a segurança. Os investimentos em perícia criminal também são fundamentais para garantir celeridade e eficiência na solução de casos, auxiliando as investigações e elucidações de crimes.

"O maior incremento de policiais nas ruas em pontos estratégicos, investigações criminais mais detalhadas e controle das cadeias, inibindo a comunicação de dentro para fora dos presídios, são ações de fundamental importância para o enfrentamento da criminalidade, bem como as operações desencadeadas, a fim de desarticular organizações criminosas que atuavam no Estado. Desta forma, conseguimos neutralizar a criminalidade e manter os indicares favoráveis, pois antes éramos vistos como um dos estados com maior número de crimes violentos registrados, e hoje a nossa realidade é outra, sendo o Pará, comprovadamente, inclusive apontado pelo Fórum Brasileiro de Segurança, como um dos estados da Federação que mais diminuíram a criminalidade", frisou Ualame Machado.

Investimento e inteligência – Nos últimos anos, as forças de segurança receberam investimentos significativos para o enfrentamento à criminalidade. Os órgãos de segurança pública agora têm suporte para atuação dos agentes nas ruas, assim como melhores condições de trabalho, com melhorias nas estruturas dos batalhões e delegacias de polícia, e no trabalho de perícia criminal, com a implementação de tecnologias de ponta. Também é fundamental o trabalho de inteligência para fins operacionais, que vem auxiliando o enfrentamento e contribuindo para a redução da criminalidade violenta.

"Todos os nossos esforços, ao longo desse período, são para enfrentar a criminalidade com estratégias eficientes, com a finalidade não somente de preservar nossas vidas, mas de melhorar as condições de trabalho dos nossos agentes, que atuam nas ruas diariamente e necessitam de um suporte eficaz para conseguir esses resultados positivos. Isso se reflete também no número de intervenções policiais que vêm sendo menores, a cada período, mostrando que nossas estratégias estão no caminho certo, e com isso garantimos segurança a todos", acrescentou Ualame Machado.

Por Walena Lopes (SEGUP)